Fátima larga Bonner para fazer Programa

 Por Danielle Ferreira de Assis





Foto: arquivo pessoal
Esta foi uma das raras vezes em que recebi uma pauta com um deadline razoável. Aproveitando tal extraordinário tempo que tive para apurar, liguei para alguns eruditos youtubers formadores de opinião (são por esses importantes contatos que quis ser jornalista, afinal) e, a fim de enriquecer ainda mais este texto, pesquisei informações de credibilidade duvidosa na internet.
Por causa do limite de 25 linhas, ocultei alguns fatos que não couberam (até porque o santíssimo espaço do anúncio tem de ser respeitado e me disseram que ninguém mais tem paciência para ler matérias grandes). Adaptei, ainda, algumas merdas expressões para não ser censurada pelo editor, escolhi um título sensacionalista e procurei uma frase de alguém reconhecidamente importante para parecer que sou culta. "Penso no salário, logo desisto”. 
Se é pessimista pensar assim da profissão que escolhi seguir? Depende. Do meu ponto de vista, é uma oportunidade de inovar e mostrar capacidade de mudar este quadro. Acredito que, longe de ser apenas jornalista, é preciso ser um pouco publicitária, um pouco historiadora, um pouco poeta. Não dá para encarar o dia-a-dia de uma redação e a crise da área sem criatividade, flexibilidade e mente aberta para novas tecnologias e novas ideias, sede por mudança e, principalmente, muita vontade de contar histórias. Pena que os sonhos são grandes e o espaço pouco; deixa a mudança ir acontecendo de 25 em 25 linhas.

*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.

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