Ideal

Por Felipe de Oliveira Moura



Foto: Lucas de Oliveira
Arriscar-se em meio ao desconhecido, surpreendente e nada monótono espaço de trabalho. Essa bem que poderia ser uma expressão usada para descrever a vida de um aventureiro, algum insano que se propõe a desbravar um pouco deste imenso universo. No entanto essa é a vida que leva o jornalista. Essa é a vida que eu quero levar: poder informar alguém às 6h de uma segunda feira chuvosa sobre qual é o caminho mais recomendado para chegar ao trabalho. Isso é o que eu quero. Isso é jornalismo. Ao me deparar com a notícia quero transmiti-la em sua integridade. Romantismo? Talvez seja. Como o aventureiro que finca os pés em lugares íngremes, rochas traiçoeiras, assim é a minha vida. Pisando em terrenos desconhecidos e falando de uma variedade de assuntos que podem um dia demonstrar que às vezes estou pisando apenas na superfície. Um deslize e tudo tem que ser galgado outra vez.

            O recomeço faz parte. Reinventar-se é necessário. É um preço que vale a pena ser pago. Lembra do ideal romântico de fazer jornalismo pra que o mundo se torne um lugar melhor e mais humano? Ele ainda pulsa aqui dentro. Da mesma forma como pulsava naquele menino quando cursava o ensino médio. A diferença? Hoje existe consciência das dificuldades a serem enfrentadas. O sonho permanece agora moldado pela realidade. Lá em cima, no alto da escalada está o alvo do alpinista, do aventureiro. E o alvo do jornalista não é a omissão, tampouco o esclarecimento acerca de todas as coisas cognoscíveis do universo. Não somos “Leonardos da Vinci”. O meu alvo como jornalista é transformar por meio da informação, da denúncia, da sátira, muito do que vemos de errado hoje. A vida que eu quero ter já começou e a escalada está apenas no início. É hora de firmar os pés, traçar o plano, firmar convicções e não ser “mais do mesmo”. É hora de ser jornalista de verdade.

*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.


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