Capita
Marcadores:
Crônica
Por Luana Gonçalves Silveira*
![]() |
| Foto: arquivo pessoal |
Em
uma sala sem janelas no centro da capital paulistana,por baixo de revistas com
conteúdo duvidoso, rodeada de
miséria, poluição e vida; para além das lentes ilusórias da juventude,
avistei, sem certeza alguma, uma nova perspectiva.
Encontrei
meu desejo de servir à sociedade perambulando entre editorias dentro das redações
jornalísticas. Até às 02h03min desse novo dia o desejo não mudou.
Mesmo
ainda não tendo questionado tal decisão, a possibilidade de querer ser
engenheira ou voltar aos braços quentes, acolhedores e seguros daqueles que amo
não é descartável.
Acordo
para mais um dia e minha missão continua na capital, outra capital, aquela no
centro do país, em salas que são quase só janelas. Angústia e saudade se
misturaram com ânsia e realização, um abraço familiar é tomado de supetão pela
correria e grande número de afazeres que amenizam o problema de conciliar uma
nova vida longe da família com a graduação.
Deito
no travesseiro após mais um dia sem rotina e percebo que o desejo de comunicar, tornar
o próximo informado, está ligado à vontade de nunca deixar de adquirir novos
conhecimentos, ter novas histórias, novas pessoas.
Quero
a correria, a surpresa e o imprevisto para aquietar meu espírito e sempre poder
acordar com a certeza de que existe um mundo e seus habitantes a serem
desbravados, que nenhum drama pessoal pode ser maior do que isso, e a vontade
de acordar nesses lugares desconhecidos é algo incessante.
*Estudante
da disciplina Introdução ao Jornalismo,
Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.



Postar um comentário