“Vida de jornalista é....A vida que eu quero ter” Nenhuma das alternativas anteriores
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Crônica
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| Foto: Arquivo Pessoal |
Por Arno Adolfo Wegner Júnior
Eu quero ser publicitário, engenheiro, arquiteto, jornalista, médico e advogado. Eu quero ser tudo isso, mas nenhuma dessas profissões define a vida que quero ter.
Neste final de semana, antes de escrever esse texto, planejei fazer meu currículo e organizar meu portfólio para conseguir um estágio. Comecei a tarefa, e tudo ia muito bem, até que um amigo liga e me convida para beber. Triste, falei que estava fazendo um trabalho. Só que a informação seguinte acabou com meus planos. Ele tinha acabado de conseguir o emprego dos sonhos e queria muito comemorar com os amigos de infância. Poxa, quem diz não a um convite desses?
Bebemos tanto que, no fim de noite, nem eu e nem meus amigos estávamos em condições de sermos reintegrados à sociedade. Cheguei em casa de madrugada, tomei banho e, literalmente, caí na cama. De manhã, me sentindo muito feliz, questionei se me sentiria assim caso tivesse feito tudo como havia planejado. De um lado, a sensação de dever cumprido, do outro, a diversão com os amigos. Não encontrei a resposta.
O que essa história tem a ver com a vida que eu quero ter? Bastante. Para mim, quase nada é certo, nem a profissão, nem a religião, nem mesmo o amor de mãe. Então, por que definir tudo tão cedo, sendo que as chances de acertar são minúsculas? Eu me equivoquei achando que seguiria um plano para um final de semana, imagina a quantidade de equívocos de quem traça um plano para uma vida inteira?
Não quero que entenda que a incerteza não me faz lutar pelo que quero. Só estou dizendo que, mesmo com muito planejamento e esforço nada é garantido. Dessa forma, acredito que, por coerência, não há razões para eu arriscar um palpite sobre meu futuro.
É... deixando toda essa reflexão de lado, como a inconsistência, a previsão também faz parte do ser humano. Portanto, para não parecer um ‘fazedor’ de tempestade em copo d'água, responderei à proposta da crônica. Se pudesse adivinhar como será minha vida, sem nenhuma dúvida, chutaria: diferente da que eu imagino.
*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.



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