Será?


Por Aíla Cohim




Foto: arquivo pessoal
     Minha mãe ia fazer jornalismo, mas um professor falou que jornalista ganhava mal. Ela se formou em direito. Meu pai fez dois semestres de publicidade, trocou pra engenharia e depois acabou se formando em administração. Os dois nasceram no mesmo dia, no mesmo ano, no mesmo mês e no mesmo lugar e deixaram o curso de comunicação no passado, hoje são muito bem sucedidos com suas escolhas profissionais. Porém, a única filha que tiveram acabou decidindo fazer comunicação.
    No dia da matrícula, eu, que passei 4 anos falando que queria fazer Relações Internacionais e na última semana mudei de ideia e de curso, fui convocada pelo simpático moço do SAA( Secretária de Assuntos Acadêmicos) a escolher entre três habilitações: jornalismo, publicidade e audiovisual. Audiovisual eu não queria. Publicidade ou Jornalismo? Fiz-me essa pergunta pelo menos 50 vezes antes de marcar jornalismo, sai de lá matriculada, mas sem aquela sensação de certeza. O semestre começou, e adivinha? Agora eu tenho certeza, escolhi a habilitação errada.
   A faculdade me deu uma noção mais clara sobre a profissão, e concluí que: a vida de jornalista é uma vida que eu não quero ter. Porém todas as quartas me dirijo à aula de introdução ao jornalismo, por que? Porque meu coordenador me mandou ficar no fluxo de jornalismo até o terceiro semestre.
                                                                                                                                     
 *Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação, UnB, 2. Semestre/2015.


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