Será?
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Crônica
Por Aíla Cohim
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Foto: arquivo pessoal
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Minha mãe ia fazer jornalismo, mas um professor falou que
jornalista ganhava mal. Ela se formou em direito. Meu pai fez dois semestres de
publicidade, trocou pra engenharia e depois acabou se formando em
administração. Os dois nasceram no mesmo dia, no mesmo ano, no mesmo mês e no
mesmo lugar e deixaram o curso de comunicação no passado, hoje são muito bem
sucedidos com suas escolhas profissionais. Porém, a única filha que tiveram
acabou decidindo fazer comunicação.
No dia da matrícula, eu, que passei 4 anos falando que queria
fazer Relações Internacionais e na última semana mudei de ideia e de curso, fui
convocada pelo simpático moço do SAA( Secretária de Assuntos Acadêmicos) a
escolher entre três habilitações: jornalismo, publicidade e audiovisual.
Audiovisual eu não queria. Publicidade ou Jornalismo? Fiz-me essa pergunta pelo
menos 50 vezes antes de marcar jornalismo, sai de lá matriculada, mas sem
aquela sensação de certeza. O semestre começou, e adivinha? Agora eu tenho
certeza, escolhi a habilitação errada.
A faculdade me deu uma noção mais clara sobre a profissão, e
concluí que: a vida de jornalista é uma vida que eu não quero ter. Porém todas
as quartas me dirijo à aula de introdução ao jornalismo, por que? Porque meu
coordenador me mandou ficar no fluxo de jornalismo até o terceiro semestre.



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