Tomara que não seja
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Crônica
Por Ana Luisa Araujo*
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| Foto: Arquivo Pessoal |
O que é ser jornalista? Tomara que não seja aguentar aulas insuportáveis para ganhar créditos para se formar, tomara que não. Será que ser jornalista é se esforçar para não tomar raiva de uma matéria, para não correr o risco de não se dedicar a ela o suficiente? Tomara que seja mais que isso. Será que ser jornalista é ter medo do futuro constantemente e das coisas que ele te reserva, mas mesmo assim insistir cegamente, ou até talvez ingenuamente nele? Será que ser jornalista é aguentar rotinas de trabalho exaustivas, pela pura e simples vontade de ser jornalista? Será que é vender brigadeiro para os colegas de trabalho para ajudar a sustentar um mestrado na Inglaterra? Será que ser jornalista é fazer um mestrado, pensando que jamais conseguirá fazer um doutorado, e se sentir aterrorizada por isso? Ser jornalista pode ser aguentar um chefe insuportável, pois afinal, “é melhor ter um chefe insuportável do que não ter um emprego”, será que isso é exercer esta profissão por vezes julgada tão erroneamente?
Anseio que a vontade de amar essa profissão, e a vontade de me dedicar de corpo e alma, seja suficiente para conseguir estabilidade profissional, estando dentro dos limites humanos, e continuando a gostar do gosto de ser jornalista. Espero que ser jornalista seja ter uma vontade latente de poder mudar pouco a pouco a realidade e, por meio do jornalismo, incitar o pensamento crítico das pessoas e, ainda, incentivar que essas mesmas pessoas também sintam vontade de mudar pouco a pouco a realidade de todos nós.
*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação, UnB, 2.semestre 2015.



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