Quatro a dois
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O
jornalista investigativo, o chefe de sucursal, o blogueiro de
política e a colunista do poder: quatro grandes jornalistas
brasileiros conversam com dois estudantes de jornalismo sobre a
profissão
Profícuo
em perguntas, o jornalismo nem sempre é eficaz em entregar
respostas. Foi com essa sensação que nos deixaram os quatro
experientes jornalistas que entrevistamos. Se durante a conversa
parecíamos abastecidos das ferramentas necessárias para nos
destacar na profissão, depois dela, o caminho das pedras parecia
cada vez mais incerto. Afinal, os conselhos e trajetórias de cada um
de nossos entrevistados, embora não fossem inteiramente
conflitantes, ao menos serviam para atar alguns nós em nossa cabeça.
Com
diploma ou sem diploma? Investir no digital ou no papel (não, nem
isso é consenso)? Manter-se em um veículo tradicional ou se
aventurar em projetos inovadores? Opinar com substantivos ou com
adjetivos? Involuntariamente, eles replicaram em nós aquilo que de
melhor fazem: perguntas. Resta-nos empreender a função precípua da
profissão que escolhemos: tentar respondê-las.
Por
Rodrigo Zuquim Pintoni e Victor
Lima Gomes*
O
jornalista investigativo
Cláudio
Dantas Sequeira
é jornalista investigativo e deixou a chefia da IstoÉ para se
dedicar a um projeto inovador ao lado dos jornalistas Diogo Mainardi
(ex-colunista de Veja) e Mário Sabino (ex-redator-chefe de Veja), o
site noticioso O Antagonista. Em 2007, ganhou os prêmios Esso,
Embratel e Resgate Histórico - Movimento de Justiça e Direitos
Humanos (MJDH), com a série “O Serviço Secreto do Itamaraty”.
O
que é o jornalismo investigativo?
Eu
tenho um conceito muito específico do jornalismo investigativo. Eu
acho que todo jornalismo tem que ser investigativo. Jornalismo bem
feito, jornalismo de verdade, ele ultrapassa a fronteira da
reportagem, ou do reportar. O jornalismo investigativo vai além
disso, vai saber o que está por trás do fato. Vai interpretar o
fato, mas vai buscar o que está além disso. Toda realidade é feita
de várias camadas.
Qual
é a rotina do jornalista investigativo ou jornalista que tem essa
veia de investigação?
Primeiro,
ler muito. Muito. Desde o Diário Oficial, tudo o que sai, conversar
com muita gente, criar uma rede de relacionamento, quanto mais áreas
possíveis, melhor. Eu sou contra setorismo. Quanto mais completo
você for como jornalista, quanto mais fontes você tiver em mais
áreas possíveis, aquilo vai fazer um sentido para você quando você
olhar um fato. Essa leitura dos fatos só é possível quando você
lê muito, quando você tem uma compreensão da realidade mais ampla,
de que as coisas interagem, quando você conversa com muita gente,
quando você acessa muita informação. Não pode ser um jornalismo
preguiçoso, não pode ser um jornalismo de bate-ponto (bater ponto e
ir embora para casa), você vive o jornalismo vinte e quatro horas
por dia, você compromete sua vida pessoal ou familiar com isso, e
você se torna jornalista vinte e quatro horas por dia. A rotina é
essa, você vive o jornalismo vinte e quatro horas por dia.
Qual
é a importância do diploma de jornalismo para o exercício da
profissão?
Eu
não acho que ele seja definidor de um profissional. O diploma
significa que você passou por um processo de formação, e quando
você vive em uma realidade em que a tecnologia permite que você
escreva o que quiser e que aquilo possa ser lido por mil, um milhão,
dez milhões, cem milhões de pessoas, eu acho que a faculdade ajuda
você a fazer aquilo de uma forma mais profissional, eu acho que ela
dá diretrizes de ética no trabalho, entendimentos filosóficos,
históricos, antropológicos.
Qual
é o papel da imprensa?
O
papel da imprensa não é o da assessoria de imprensa. Isso vocês
têm que aprender logo cedo. Jornalista não é assessor de imprensa.
O assessor de imprensa é jornalista, mas o jornalista não é
assessor de imprensa. Eu respeito a assessoria de imprensa, posso um
dia vir a ser um assessor de imprensa, não há o menor problema em
relação a isso, mas assessor fala bem, defende o seu cliente, seja
ele público ou privado. Ele é pago para isso, é pago para falar
bem, para mostrar só o que é bom, para defender, deveria inclusive
ser pago para facilitar a informação, mas enfim, essa não é a
realidade. E o jornalista é pago para descobrir o que está errado,
para fiscalizar o poder, para botar o dedo na ferida, se não, não
precisa de jornalismo.
Que
conselhos você daria para os estudantes que estão chegando ao
mercado?
Empreenda.
Leia. Não ache que você vai ser um jornalista sem ler, você não
vai. Leia. Tudo. Todo o noticiário. Pegue um jornal e leia de cabo a
rabo. Pegue o site, leia todas as matérias. Absorva. Literatura,
leia muito, para você ter um bom texto, ter articulação mental,
para você fazer um texto com ironia, um texto com sarcasmo, um texto
com referências históricas, sem ser blasé,
sem ser pedante, sem ser arrogante, mas que você tenha conteúdo
para oferecer. É importante você escrever as coisas e poder
oferecer para quem vai ler e aquela pessoa termine o texto mais
inteligente, ou mais informada, ou mais feliz, ou mais alegre, ou
mais revoltada. Que ela leia aquilo e sinta que aquela experiência
serviu, foi uma experiência válida, não foi uma coisa que ela leu
e esqueceu e acabou. Jornalista tem que ler muito, tem que estudar
muito, testar muito, escrever muito.
O
chefe de sucursal
Igor
Gielow
é o diretor da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo e assina
todo sábado uma coluna no jornal. Trabalha no Grupo Folha, onde fez
carreira, desde 1992. Ganhou quatro Prêmios Folha de Jornalismo por
trabalhos no exterior e é colaborador do IISS (Instituto
Internacional de Estudos Estratégicos), de Londres, e do Cast
(Centro de Análises de Estratégias e Tecnologias), de Moscou.
Por
que a passagem ao digital está implicando em crise para o jornal
impresso?
Dá
muito mais dinheiro a publicidade do [jornal] impresso. O pote de
ouro de qualquer jornal ainda é a publicidade do impresso. E aí há
um problema sério. Não foi possível migrar esse negócio [da
publicidade] porque a natureza do negócio digital não é controlada
pelo dono do jornal. Antes a Folha, o Valor, O Globo, botavam uma
tabela, botavam um preço, davam desconto para quem queriam, para
anunciante, e estavam competindo entre si. A internet não tem isso,
ela é mediada de outra forma. Um bando de garotos de Palo Alto na
Califórnia que desenvolve o algoritmo no Google que define onde vai
entrar Google Ads, quando o seu anúncio vai estar no topo das buscas
de um determinado assunto. Facebook, a mesma coisa, direciona [os
anúncios]. Ele faz uma coisa com o anunciante que o jornal nunca
pôde fazer. Isso tudo tirou das empresas jornalísticas o controle
que elas tinham da publicidade. É de graça para eles [Google,
Facebook] fazerem, eles não têm custo nenhum. Desde que a crise
ficou mais forte, aqui no Brasil em 2011-2012, houve uma queda de
receita publicitária. Os anunciantes migraram para o digital, mas
migraram para esquemas que não dão dinheiro para o jornal. São
muito mais baratos. Toda a estratégia digital dos anunciantes é
muito mais barata. Seria uma equação boa se a receita publicitária
fosse mantida, só que você não mantém a receita publicitária,
você tem uma economia [no custo], mas a perda publicitária é
maior. Não compensa.
Como
se adaptar a esse novo contexto?
Você
faz o chamado Pay
Wall.
A Folha foi pioneira nisso, mas todo mundo faz, que é começar a
cobrar por conteúdo. E a tendência é todo mundo pagar tudo. Havia
uma grande lenda da internet, de que todo mundo poderia ser um
jornalista, todo mundo poderia ter informação, iria democratizar a
informação. De fato, democratizou, mas democratizou o lixo também.
Hoje, o grande ativo das empresas jornalísticas é a marca que elas
carregam. A internet é uma maravilha do ponto de vista de
capilaridade, de pegar informação e ficar sabendo de coisas que
acontecem no interior do Butão, mas a confiabilidade e os filtros
continuam sendo uma prerrogativa do jornalista e é muito difícil
chancelar a qualidade do jornalista independente, o nome dele.
Invariavelmente, o que não muda nessa gangorra de negócios é a
marca. O
The
New York Times
continua sendo o The
New
York Times.
Se
tiver o selo do The
New York Times
em uma matéria, ela pode derrubar
o
presidente.
Há
alguma projeção para o futuro?
Tudo
isso é uma crise de modelo pela qual a gente está passando,
certamente não é o fim do jornalismo ou o fim do jornalismo
impresso. Haverá a transformação que já está em curso. Os
jornais vão ter que usar mais os instrumentos dessa pulverização a
seu favor e vão ter que criar jeitos de ganhar dinheiro da maneira
que der. Hoje o The
New
York Times
se paga com assinatura. Tem muita gente que fala que não é
sustentável, que ele conseguiu uma coisa incrível, mas uma coisa
incrível que talvez não dure para sempre. Hoje ele tem 800 mil
assinantes. Qualquer jornal com 800 mil assinantes cobra 10 dólares
e está resolvido o problema, pode se sustentar uma redação de 300
pessoas. Agora todo mundo caiu na real que a internet é um grande
esgoto. Para se encontrar a coisa certa lá dentro, é necessário
alguém que faça isso para você direito. Eu acho que os jornais
estão aprendendo no Brasil a duras penas a valorizar isso. É falar:
“Eu sou agora um tutor de conteúdo e eu quero ser pago por isso”.
Como é que se paga um bom salário de repórter no Brasil, que é de
R$ 15 mil por mês. Como é que ele ganha esse dinheiro? Como é que
se paga isso se não tiver receita? É complicado. Então tem um
monte de repórteres mais baratos por R$ 5 mil, a qualidade cai, e
uma hora vai ficar insustentável, pois estaremos oferecendo um
produto de má qualidade.
O
que é importante para a entrada no mercado de trabalho?
Eu
valorizo que a pessoa tenha uma formação intelectual sólida na
hora de sentar aqui e conversar comigo, que fale alguma coisa que
tenha sentido, que consiga desenvolver um raciocínio lógico, que
escreva direito. Hoje em dia, você não pega mais gente com 18 anos
para trabalhar. O mercado mudou muito nesse sentido. Eu valorizo mais
alguém que tenha passado por uma faculdade de jornalismo. Se
aparecerem aqui dois currículos, um é mestre em Economia, o outro
fez faculdade de Jornalismo e tem alguma experiência, eu vou sempre
olhar com melhores olhos quem tiver alguma experiência na área, nem
que seja um estágio, porque, nesse mundo aqui, as pessoas se provam
na prática. Se apareceu um estágio no Correio [Braziliense], vai e
faz. É importante viver a redação. Aqui em Brasília ainda é um
lugar legal, porque aqui ainda se faz jornalismo andando na rua, indo
ao Congresso, ao Planalto. Em São Paulo o jornalista só usa o
telefone. Ninguém consegue andar pela cidade. A cidade é
impraticável, então você faz tudo pelo telefone.
Qual
deve ser o foco do estudante de jornalismo?
[O
aspirante a jornalista deve focar] na sua formação, na sua
qualidade, no seu talento como apurador, precisa saber escrever ou
falar, se for o caso de comunicar, mas tudo passa pela comunicação
escrita. Me interessa muito um cara que seja bem informado em
História, ser um historiador, não precisa ser um jornalista,
qualquer um pode ser um jornalista, o diploma é irrelevante nesse
sentido. Só que tem que ser bem informado. Eu não sou contra, eu
não vou fazer nunca a defesa da ignorância, as pessoas têm que ter
doutorados, têm que estudar, mas a faculdade de jornalismo me parece
cada dia mais um complemento técnico. Deveria ser uma extensão.
Você faz um ano de jornalismo depois que fez alguma coisa em
Humanas, por exemplo. Você tem que ler muito. O importante é ler.
O
blogueiro de política
Fernando
Rodrigues
(UOL) é autor do blog de política há mais tempo em atividade no
Brasil. Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São
Paulo, ele já ganhou 4 prêmios Esso, presidiu a Abraji (Associação
Brasileira de Jornalismo Investigativo) e é um dos dois únicos
brasileiros a cerrar fileiras no ICIJ (Consórcio Internacional de
Jornalismo Investigativo), o que lhe valeu as reportagens acerca do
chamado Swissleaks.
O
diploma da Faculdade de Jornalismo pesa muito para o estudante na
hora de entrar no mercado profissional?
Hoje?
Eu acho que não pesa nada. Aliás, vocês dois já pediram registro
de jornalista profissional? Eu recomendo a vocês fazerem logo isso.
Eles dão em duas, três semanas. Não precisa ter diploma. Se você
for trabalhar aqui no UOL comigo, vou pedir para você se credenciar
na Câmara dos Deputados, nesses órgãos públicos. Se você
apresenta esse registro, você consegue se credenciar como
jornalista. O diploma não tem a menor importância, o que tem
importância é o conhecimento, a disposição para trabalhar. Como
diria aquele provérbio chinês: escolha um trabalho que ame e nunca
trabalhará. Quem quiser trabalhar 5 horas por dia como jornalista,
como diz a lei, tem que trabalhar como jornalista de uma coisa
mecânica, sem características reais do jornalismo.
O
diploma não ajuda em nada?
Nada.
Para mim não adianta nada. Eu contratei três pessoas recentemente.
A última coisa que eu quero saber é de diploma. Quero entrevistar,
saber se a pessoa sabe escrever, se tem disposição para o trabalho.
Claro que se você fizer uma boa universidade, você vai preencher
esses requisitos. Mas só o papel não diz nada. Já entrevistei
pessoas de universidades muito boas que eu achei péssimas.
Queria
que você comentasse sobre o episódio da compra de votos na emenda
da reeleição, revelado por você na Folha. Houve pressão para que
revelasse a identidade do Sr. X? Só você sabia quem ele era ou a
direção do jornal também sabia?
Por
parte do jornal não houve pressão. Meus chefes sabiam quem era.
Houve, sim, por parte das forças políticas. Eu tive que andar com
guarda-costas armados durante quase dois meses, sofria ameaças. Mas
nunca pensei em desistir.
No
caso do Swissleaks, a que você e o Chico Otávio foram os únicos a
ter acesso no Brasil, foram reveladas contas da família Frias e da
família Marinho, donas dos veículos que os empregam. Você foi
criticado por ter supostamente escondido alguns nomes…
Não
se deixem levar pelo volume de críticas que vocês lerem na
internet, porque muitas vezes elas são programadas por robôs ou por
pessoas contratadas, que nem sabem o que estão fazendo. Até hoje eu
recebo e-mails ou menções em redes sociais me acusando de nunca ter
divulgado o nome de jornalistas e donos de jornais que apareceram no
Swissleaks. Mas eu divulguei! (risos). Então, eu nem respondo. Essas
pessoas são desinformadas, ou até mesmo pagas para falar isso.
Nossa equipe fez um trabalho fantástico. Nós divulgamos todos os
casos em que havia relevância jornalística e interesse público.
Você
considera o trabalho do Wikileaks jornalístico?
Eu
considero jornalismo o que eu fiz no Swissleaks. O Wikileaks é outra
coisa. Ele é feito por ativistas, capitaneados pelo Julian Assange.
Acho legítimo que existam ativistas na sociedade pregando a
transparência total ou qualquer outra coisa, mas eu sou jornalista.
O meu conceito é diferente do deles. Nós não somos antagônicos,
necessariamente. Somos diferentes. Eles divulgam tudo; o The
New York Times
não divulga tudo; eu, no UOL e na Folha, não divulguei tudo.
Divulguei o que tem relevância jornalística e interesse público.
Por exemplo, no escândalo do grampo do BNDES, eu tive acesso a todas
as fitas das gravações, e havia casos pessoais – de infidelidade,
por exemplo – que não tinham relevância. Eu não ia divulgar
aquilo. Divulguei quando se falava em dinheiro, nas privatizações.
Se o presidente da República tem uma amante e é chantageado por
causa disso por uma empreiteira, o caso tem interesse público e
relevância jornalística. Mas se sua vida privada não afeta seu
desempenho como presidente, não tem por que divulgar.
A
colunista do poder
Dora
Kramer
(O Estado de S.Paulo) possui espaço fixo há mais de 2 décadas em
um dos mais prestigiados jornais do Brasil, o Estado de S.Paulo.
Formada em Jornalismo pela Cásper Líbero (SP), ela hoje mora no Rio
de Janeiro, após décadas em Brasília que fizeram sua fama de
analista e repórter política.
Muitos
colunistas políticos, como você e o Merval Pereira, não moram em
Brasília. Como é sua rotina?
Eu
venho de vez em quando para cá. Faço um trabalho muito mais de
análise dos jornais, optei pela interpretação. Não dá para
competir na notícia, com internet, furo a toda hora, o risco de se
perder é muito grande. Geralmente, falo com as pessoas pelo
telefone, quando não dá para vir. Esse distanciamento é bom,
passei vinte anos aqui. Quando a gente fica perto demais desse mundo,
acaba achando certas coisas normais. Isso não é bom.
Você
já declarou voto em Aécio Neves pelo Twitter...
Não
declarei voto.
Você
escreveu sobre seu posicionamento em relação ao de seus filhos. E
que você e seu filho votaram no Aécio, enquanto a filha foi de
Dilma. Faz sentido um jornal como o Estadão proibir que seus
colunistas declarem voto no espaço que lhes é reservado?
Ah,
sim, verdade! (risos). O Estadão nunca proibiu, e eu também nunca
pedi para declarar voto, porque não vi necessidade. Mas se alguém
me pergunta o meu voto, eu digo sem problemas. A minha posição é
muito clara. Isso de isenção é bobagem, o que não dá é para ser
desonesto. Meu trabalho é minha opinião. Nunca fui proibida de
coisa nenhuma no Estadão, que, aliás, costuma declarar voto em
editorial.
A
Eliane Cantanhêde disse que era proibida de declarar voto...
Só
se for na época em que ela trabalhava na Folha. No Estadão, não.
Não sei de onde ela tirou isso.
Ainda
há espaço para o colunismo político tradicional, do qual você faz
parte, ou a transição para o digital vai enterrar essa função?
Tem
muito. A notícia está em todo lugar, mas a análise, não. Não me
sinto démodé,
não me sinto um produto em extinção. Ao contrário: o jornal
escrito tem que se diferenciar por isso mesmo.
Como
você chegou ao colunismo?
Eu
revezava com o Marcelo Pontes, às segundas-feiras, dia em que o
Castelinho não escrevia. Depois, substituí o Castelinho por um mês,
nas férias dele, e as pessoas gostaram. Em 1995, o Marcelo virou
editor-chefe do JB (Jornal do Brasil) e não podia mais escrever
coluna, aí eu fui escolhida. Até então, eu fazia o Informe JB
(coluna de notas) e odiava ter que fazer essas notinhas! Mas adorava
fazer a substituição da Coluna do Castello. Fui sem pensar que
estava substituindo o Carlos Castello Branco, se não, travaria.
*
Estudantes da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de
Comunicação, UnB, 2º semestre/2015.


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