Na veia

Por Mateus Maia*


Foto: arquivo pessoal
Caminho que chamo de meu até a UnB. Pode-se entender essa frase como quiser, como um adolescente lá em Belém ou como a saída do metrô da rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. O som dos motores, ao qual já me acostumei, retumbava do alto da escada, contudo foi outro ruído que me chamou a atenção.
Gritos diversos eclodiam da plataforma dos ônibus, era um grupo de centenas de adolescentes que saíram de sua “alienação’’ e protestavam contra o corte da isenção da taxa de inscrição para o PAS da UnB. ‘’Pensavam que o movimento estudantil estava morto, estavam enganados’’ era só um exemplo que escutei ao sair do subsolo.

Estudante de Introdução ao Jornalismo escreve crônica e alega: “Quase não soube como lidar”´

Por Náira Araújo*


Foto: arquivo pessoal
    Se o despertador toca ou não toca, tudo continua acontecendo ao mesmo tempo e agora. As pessoas continuam vivendo, a vida continua seguindo e dentre tudo isto existe um ícone que vai retratar desde as pérolas da madrugada ao noticiário com acontecimentos leves da hora do almoço.
      Descobrir, garimpar, escrever e mostrar são coisas que fazem parte da vida de um jornalista. Vida que não tem rotina, diria eu. Hoje você pode estar escrevendo notícias sobre uma guerra no Oriente Médio e amanhã pode estar conversando com uma pessoa que tenha feito algo extraordinário, em cima de uma montanha de neve do outro lado do mundo. Uau! 

Rotina Parcial

Por Nathália Sousa de Lima* 



Foto: arquivo pessoal
            O telefone toca e no primeiro som coloca-se de pé, o céu ainda estava escuro e ficaria assim por algum tempo. Coçou os olhos enquanto caminhou para o banheiro, o seu “dia” acabara de começar. Trocou-se, o copo de café se fez presente, como em todos os dias, e fez tudo o mais rápido possível, afinal já estava atrasado.
            No caminho para a  redação, foi enviado para a prefeitura. O que é comum continua sendo notícia e ele continua a noticiar para, quem sabe, aquilo parar de ser o seu trabalho. Corria desesperado e obtinha sempre a mesma reação: negavam-se sempre a responder o básico. Negavam a verdade, que ele tanto ansiava. Algumas palavras acrescentadas, outras retiradas, parecia a matéria perfeita.

O FUTURO QUE NOS ESPERA

Por Neyrilene Raquel de Souza da Costa*  


 Foto: Sarah de Souza
A vida de jornalista é agitada, interessante, impressionante; são muitos os adjetivos positivos que cabem aqui para representá-la. Uma profissão que tem seus altos e baixos como qualquer outra, porém isso não impede o meu desejo de ser jornalista.
Profissão que não é nada fácil, principalmente no começo da carreira, pois ocorre uma modificação na rotina desses profissionais. Os cinco primeiros anos são os mais conturbados por causa do mercado de trabalho muito saturado, mas tudo na vida requer bastante dedicação do inicio ao fim. Quando amamos o que fazemos, trabalhamos por estima e não por obrigação.

Aquela Rádio Sem Música

Ana Paula Sales Rosa*



      Foto: arquivo pessoal
Escutar o noticiário havia sido consagrado ritual inabalável. Por meras questões de saúde intelectual, é claro. O modesto hábito surgira com o meu eu de vividíssimos oito anos de vida, e apenas porque ouvira dizer que era um costume de pessoas inteligentes. E, ora, eu queria ser inteligente.
Pois bem. O primeiro passo foi equipar um orgulhoso sorriso, correr até o carro, e, na trajetória para a escola, encher a boca para falar apenas: “papai, liga o rádio naquela estação sem música?”.

O ser jornalista

Por Pedro Henrique M. Gomes*

Foto: Joalisson Lopes
    Há algum tempo, escolhi ser jornalista porque queria falar, de esportes, de Drummond, do presidente, da minha cidade, do meu estado, falar do meu país. Fazer ecoar do leste ao oeste, do norte ao sul, tudo aquilo que estava em minha cabeça. Queria esvaziar minha cabeça, enchendo a de milhares de pessoas, eu queria ser ouvido.

Ser jornalista


Por Priscilla Miranda*


Foto: arquivo pessoal
     Enquanto a câmera repousa sobre os ombros do cinegrafista, ela faz os últimos retoques para ir ao ar. Texto decorado e ensaiado e prestes a fazer aquilo que lhe dá orgulho. Com carinho, se lembra dos primeiros anos da faculdade, as roupas simples, os trabalhos, o estudo intensivo, os textos escritos e leituras compulsivas, o fato é que na época nem imaginava que chegaria a realizar o sonho. É uma honra saber que todos os veículos estão repletos desses gênios das palavras. É importante dizer que, às vezes, elas somem, e se faz necessário escrever sobre a falta de vontade ou de ideias para escrever.  Há quem acredite que os poucos escritos de um lead, ou o texto diagramado e editado minuciosamente não são suficientes, então escolhem dizer mais do que mil palavras com uma imagem.

O que não quero ser

Por Rafaela Barreto*


Foto: Victor Jesus
Quero ser redatora, não quero ser jornalista. Faço Publicidade e Propaganda e sou estagiária de redação publicitária. Mas, admito que as profissões acabam se entrelaçando em muitos momentos, uma precisa da outra.
Porém, quero falar de estereótipos. Eu sempre ouvi muito "ah, eu quero aquela falta de rotina, ter que ficar na agência, ou redação se você for jornalista, de madrugada e seguir aventuras.". Porque será que as pessoas dão tanta importância a viver mal?

Andar de bicicleta

Por Rafael M. Milhomens Tzu*

Foto: arquivo pessoal
     Espera-se do jornalista a responsabilidade de decidir o que chega ao público. A essência do oficio está em dar visibilidade, afinal não há jornalista que publique para uso particular. Contudo, me inquieta que hoje não caiba mais ao jornalista decidir sobre o que escrever, mas à economia, interesses do veículo, interesses do público e, não raro, ao partidarismo.

Tangente

Por Robson Vinícius G. Rodrigues*


Foto: arquivo pessoal
Com o fim do ensino fundamental, começo a me preocupar com a profissão que tomarei e, consequentemente, com o curso universitário a seguir. Era 2009 e estava na oitava série, sem saber muito bem como atingi esse ponto sem ter aprendido tanta coisa assim. Por um breve período de tempo, almejo Arquitetura e Urbanismo, mas logo descarto, pois, afinal, exige conhecimentos matemáticos que eu não possuía – e nem estava muito a fim de um dia ter. Áreas que  tangenciassem contas eram descartadas.

O jornalista que sempre sonhei ser

Por Théo Lima*


Foto: arquivo pessoal
    Quando crianças, tiramos nossos ídolos do âmago dos nossos gostos e dos nossos maiores desejos. Se sonhamos com o infinito do universo, Neil Armstrong caiu como uma luva. Se sonhamos com a bola e o gramado, Pelé sempre será maior que Maradona.E se sonhamos em ouvir e sermos ouvidos, escrevermos e sermos lidos, falarmos para o mundo?

Diploma para quem precisa?

Por Thiago Correia de Andrade*



Foto: Maria Valente
     Qual o peso de um diploma? Formar um profissional? Atribuir a alguém o conhecimento sobre certa disciplina/área do conhecimento? Atestado de vivências adquiridas apenas na vida universitária? Sim. Parcialmente. Não. Mesmo assim, para atuar como jornalista no Brasil não é obrigatório o diploma na área. Mas quem precisa?

Sem perceber, descobri muito cedo aquilo que queria ser

  Por Vivien Doherty Luduvice *

 Foto: Deborah Doherty
            Os produtores tinham uma pauta, uma matéria sobre o “festival de cinema infantil” para o caderno das crianças de domingo, os jornalistas uma ideia, as crianças iriam escrever o conteúdo da reportagem, uma professora tinha alguns contatos e queria despertar o prazer da escrita em seus alunos. Dessa forma, uma garota de doze anos ganhou uma oportunidade,e assim foi, cheguei cedo, andei muito, perguntei mais ainda, escutei atenciosamente, falei o necessário, escrevi com rapidez, permaneci alerta, suei, cheguei a minha casa, passei anotações a limpo, reescrevi o texto, entreguei para a professora, ela o enviou e ele foi publicado na semana seguinte no Correio Braziliense.

Os novos arranjos do jornalismo


Por Cláudia Nonato*

           
Foto: arquivo pessoal
            Eu sou uma migrante da comunicação. Comecei a carreira de jornalista trabalhando com máquinas de escrever, usando cópias de papel carbono e branquinho para corrigir os erros. Migrei para os computadores, internet, e para as redes sociais. Voltei para a universidade e me aprofundei no estudo do mundo do trabalho dos jornalistas. Durante o mestrado, pesquisei as mudanças no perfil desse profissional durante o século XX até o XXI. No doutorado, dei continuidade ao tema, pensando na sobrevivência do jornalista nessa época de crise, fechamento de empresas, cortes de equipes e “passaralhos”. Também pensei em como os jornalistas estão fazendo hoje para praticar um jornalismo ético, autônomo, desvinculado do poder hegemônico das empresas de comunicação?

Capita


Por Luana Gonçalves Silveira*

Foto: arquivo pessoal
   Em uma sala sem janelas no centro da capital paulistana,por baixo de revistas com conteúdo duvidoso, rodeada de miséria, poluição e vida; para além das lentes ilusórias da juventude, avistei, sem certeza alguma, uma nova perspectiva.
    Encontrei meu desejo de servir à sociedade perambulando entre editorias dentro das redações jornalísticas. Até às 02h03min desse novo dia o desejo não mudou.

Vida de Jornalista.... É a vida que eu quero ter

Por Larissa Silva*

Foto: Bruna Cruz
    Escolhas fazem parte da existência de todos. Num curto período de tempo, durante a fase mais instável da vida, somos obrigados a fazer uma das escolhas mais significativas: a profissão. Dentre centenas de possibilidades devemos optar por uma, a qual nos dedicaremos inteiramente por vários anos. Como muitos outros jovens, e até mais cedo do que a maioria, encontrei-me em tal situação. “O que eu quero fazer? O que eu poderia fazer? Qual eu devo escolher? ” Diversas opções passaram por minha mente – as mais clichês. Direito, Medicina, Letras...– mas nenhuma delas fez-se suficiente.

O velho ranzinza

Por José Carlos Júnior*

      Ainda me pergunto se é essa mesmo a vida que eu quero ter. É uma profissão nobre, em sua essência (e por isso me interessei por ela), mas a cada dia mais em descrédito, seja pelos editoriais que cada dia mais podam a liberdade de seus subordinados, seja pelo sensacionalismo que parece ter virado lei no Brasil, não importa o veículo. Ou ainda as demissões em massa nos grandes veículos, o que sempre causa incerteza em quem está aqui, se iniciando nesse mundo louco movido a café e deadlines.

Possibilidades Futuras

Por Isabela Alves Graton*


Foto: arquivo pessoal
Desde pequena toda criança ouve a mesma pergunta, seja dos pais, amigos ou parentes: “o que você quer ser quando crescer?” Alguns respondem médicos, advogados, veterinários, engenheiros ou inúmeras outas profissões, mas para mim nenhuma dessas respostas pareciam certas.

Desconfia

Por Gabriela Brito*


Foto: Flávia Ulhôa
   Acho cômico o descaso com que tratamos a boa e velha pergunta “o que você quer ser quando crescer?”, quando na verdade são poucos os que têm a resposta na ponta da língua. Quando se é criança, basta parar por alguns minutos e eleger aquilo que mais te proporciona prazer e pronto, eis a resposta. Futebol? Jogador profissional. Comer? Chef de cozinha. Ver filme? Diretor. A coisa vai se tornando lenta e imperceptivelmente, mais complexa à medida que os anos correm e esse organismo estranho a que chamam de “sociedade” começa a lhe impor uma outra coisa estranha chamada “necessidade”. “O que você quer ser vira “profissão” e “carreira”, e seus gostos deixam de ser só gostos e passam a ser determinantes que te auxiliam na escolha profissional.
     Ao ouvir essas palavras, faça uma pausa, respire fundo e saiba: você cresceu e virou adulto. Como a necessidade é a mãe da invenção, mil e uma possibilidades se desdobram à sua frente. Gosta de futebol? Claro, jogador profissional é uma ideia, mas por que não talvez ser técnico? Comer é a sua praia? Chef de cozinha é legal, mas já pensou em ser crítico de comida? Gosta de filmes, não é? Diretor é muito comum, já pensou em ser produtor? Fotógrafo? Diretor de arte? Cinegrafista? Reparem só na quantidade de pontos de interrogação feitos em questão de segundos. O problema é que nossa cabeça nem sempre acompanha a proliferação de interrogações, e,não raro, acabamos com um leve descompasso no peito e uma angústia para descobrir logo essa tal de profissão que supra nossas necessidades sem, é claro, esquecermos dos nossos gostos.
     Quando me perguntam por que escolhi estudar jornalismo, esse monólogo que acabaram de ler não chega nem perto da enxurrada de interrogações que assolam minha mente. Assim como Guimarães Rosa, “eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa.” O pouco que sei é que eu me enxergo parte de projetos culturais os mais diversos: seja participando de um ensaio fotográfico sobre a decadência de mulheres que sucumbiram às drogas e hoje vivem à sombra do que poderiam ter sido (Projeto Downtown Divas); seja me propondo a fazer uma longa peregrinação em busca das origens de um produto banal como, sei lá, a pasta de dente; seja cobrindo assunto sério, como a corrupção; seja esquadrinhando os cantos do Brasil e do mundo em busca de exposições de arte; seja criando vergonha na cara (ou melhor, me livrando dela) e divulgando meus textos para o mundo ler e opinar sobre; seja para descobrir que na verdade não é nada disso, e que o meu destino é me mudar para uma ilha com um gato e um amor do lado, me enfurnar em uma casa de madeira e escrever um livro que se transformará em um roteiro de sucesso e que, por fim, me alçará à fama inesperada. Eu quase que nada sei, mas sei que o que eu quero é ser o canal, a voz e até a mão que deu uma ajuda em projetos estranhos que de alguma forma deixaram uma marca. Eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa. E eu desconfio que o jornalismo possa me proporcionar isso.

*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.




O que eu espero do jornalismo

Por Flávia Sá de Abreu*

Foto: arquivo pessoal
            Diferente da maioria das pessoas da disciplina Introdução ao Jornalismo eu não quero ser jornalista, não quero trabalhar com jornalismo e nem quero viver com o jornalismo todos os dias (apesar de saber que isso é impossível). Pretendo me formar em comunicação com habilitação em Publicidade e Propaganda e quero trabalhar com propaganda ou marketing no futuro.
Eu, porém, vejo o jornalismo da mesma forma que meus colegas de disciplina, não só como algo fundamental no contexto em que vivemos hoje, mas como um recurso de transformação, informação e educação. E, por isso, tomei a decisão que o jornalismo de um jeito ou de outro vai ter que ser parte da minha formação. Seja em meu trabalho, em que tenho contato com a área diariamente, ou na minha vida pessoal, onde o jornalismo já faz parte, e faria mesmo se não quisesse.
Mas por que não levar o jornalismo para um lado que me interesse? Para um publicitário, acompanhar o caminho da informação e o caminho que o leitor faz é um estudo fundamental. Esse comportamento é o que dita seu trabalho todos os dias, ou seja, o que dita as regras dos consumidores, o que os informa, o que traz referências e, principalmente, o que muda a percepção dos consumidores. Para mim, a publicidade se torna uma ferramenta do jornalismo e vice versa. São dependentes e complementares ao mesmo tempo. Esta é, então, a parte que mais me interessa do jornalismo -o poder de transformação.
Porém, quando falamos da relação entre as duas áreas, primeiramente devo citar que ambos têm uma rotina agitada, para não dizer maluca. Nesse sentido, acredito poder aprender, e muito, com o jornalismo e com os jornalista. Aprender a trabalhar bem, ser claro e passar uma boa mensagem ao mesmo tempo é o grande desafio das duas áreas. A vida desses profissionais – jornalista e publicitário - é diferente a cada dia, e é isso que eu espero. Para mim, não saber o dia de amanhã é completamente fascinante. Quero poder trabalhar com pessoas inspiradoras e quero poder inspirar também. Quero competir e quero ajudar, afinal acho que a profissão de um comunicólogo é mesmo um desafio novo todos os dias. E essa é a vida que eu quero ter.


*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação, UnB, 2. Semestre/2015.

Ideal

Por Felipe de Oliveira Moura



Foto: Lucas de Oliveira
Arriscar-se em meio ao desconhecido, surpreendente e nada monótono espaço de trabalho. Essa bem que poderia ser uma expressão usada para descrever a vida de um aventureiro, algum insano que se propõe a desbravar um pouco deste imenso universo. No entanto essa é a vida que leva o jornalista. Essa é a vida que eu quero levar: poder informar alguém às 6h de uma segunda feira chuvosa sobre qual é o caminho mais recomendado para chegar ao trabalho. Isso é o que eu quero. Isso é jornalismo. Ao me deparar com a notícia quero transmiti-la em sua integridade. Romantismo? Talvez seja. Como o aventureiro que finca os pés em lugares íngremes, rochas traiçoeiras, assim é a minha vida. Pisando em terrenos desconhecidos e falando de uma variedade de assuntos que podem um dia demonstrar que às vezes estou pisando apenas na superfície. Um deslize e tudo tem que ser galgado outra vez.

            O recomeço faz parte. Reinventar-se é necessário. É um preço que vale a pena ser pago. Lembra do ideal romântico de fazer jornalismo pra que o mundo se torne um lugar melhor e mais humano? Ele ainda pulsa aqui dentro. Da mesma forma como pulsava naquele menino quando cursava o ensino médio. A diferença? Hoje existe consciência das dificuldades a serem enfrentadas. O sonho permanece agora moldado pela realidade. Lá em cima, no alto da escalada está o alvo do alpinista, do aventureiro. E o alvo do jornalista não é a omissão, tampouco o esclarecimento acerca de todas as coisas cognoscíveis do universo. Não somos “Leonardos da Vinci”. O meu alvo como jornalista é transformar por meio da informação, da denúncia, da sátira, muito do que vemos de errado hoje. A vida que eu quero ter já começou e a escalada está apenas no início. É hora de firmar os pés, traçar o plano, firmar convicções e não ser “mais do mesmo”. É hora de ser jornalista de verdade.

*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.


Fátima larga Bonner para fazer Programa

 Por Danielle Ferreira de Assis





Foto: arquivo pessoal
Esta foi uma das raras vezes em que recebi uma pauta com um deadline razoável. Aproveitando tal extraordinário tempo que tive para apurar, liguei para alguns eruditos youtubers formadores de opinião (são por esses importantes contatos que quis ser jornalista, afinal) e, a fim de enriquecer ainda mais este texto, pesquisei informações de credibilidade duvidosa na internet.
Por causa do limite de 25 linhas, ocultei alguns fatos que não couberam (até porque o santíssimo espaço do anúncio tem de ser respeitado e me disseram que ninguém mais tem paciência para ler matérias grandes). Adaptei, ainda, algumas merdas expressões para não ser censurada pelo editor, escolhi um título sensacionalista e procurei uma frase de alguém reconhecidamente importante para parecer que sou culta. "Penso no salário, logo desisto”. 
Se é pessimista pensar assim da profissão que escolhi seguir? Depende. Do meu ponto de vista, é uma oportunidade de inovar e mostrar capacidade de mudar este quadro. Acredito que, longe de ser apenas jornalista, é preciso ser um pouco publicitária, um pouco historiadora, um pouco poeta. Não dá para encarar o dia-a-dia de uma redação e a crise da área sem criatividade, flexibilidade e mente aberta para novas tecnologias e novas ideias, sede por mudança e, principalmente, muita vontade de contar histórias. Pena que os sonhos são grandes e o espaço pouco; deixa a mudança ir acontecendo de 25 em 25 linhas.

*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2ºSemestre/2015.