O que eu espero do jornalismo
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Crônica
Por
Flávia
Sá de Abreu*
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| Foto: arquivo pessoal |
Diferente
da maioria das pessoas da disciplina Introdução ao Jornalismo eu não quero ser
jornalista, não quero trabalhar com jornalismo e nem quero viver com o
jornalismo todos os dias (apesar de saber que isso é impossível). Pretendo me
formar em comunicação com habilitação em Publicidade e Propaganda e quero
trabalhar com propaganda ou marketing no futuro.
Eu,
porém, vejo o jornalismo da mesma forma que meus colegas de disciplina, não só
como algo fundamental no contexto em que vivemos hoje, mas como um recurso de
transformação, informação e educação. E, por isso, tomei a decisão que o
jornalismo de um jeito ou de outro vai ter que ser parte da minha formação.
Seja em meu trabalho, em que tenho contato com a área diariamente, ou na minha
vida pessoal, onde o jornalismo já faz parte, e faria mesmo se não quisesse.
Mas
por que não levar o jornalismo para um lado que me interesse? Para um
publicitário, acompanhar o caminho da informação e o caminho que o leitor faz é
um estudo fundamental. Esse comportamento é o que dita seu trabalho todos os
dias, ou seja, o que dita as regras dos consumidores, o que os informa, o que traz
referências e, principalmente, o que muda a percepção dos consumidores. Para
mim, a publicidade se torna uma ferramenta do jornalismo e vice versa. São
dependentes e complementares ao mesmo tempo. Esta é, então, a parte que mais me
interessa do jornalismo -o poder de transformação.
Porém,
quando falamos da relação entre as duas áreas, primeiramente devo citar que
ambos têm uma rotina agitada, para não dizer maluca. Nesse sentido, acredito
poder aprender, e muito, com o jornalismo e com os jornalista. Aprender a
trabalhar bem, ser claro e passar uma boa mensagem ao mesmo tempo é o grande
desafio das duas áreas. A vida desses profissionais – jornalista
e publicitário - é diferente a cada dia, e é isso que eu espero. Para mim, não
saber o dia de amanhã é completamente fascinante. Quero poder trabalhar com
pessoas inspiradoras e quero poder inspirar também. Quero competir e quero
ajudar, afinal acho que a profissão de um comunicólogo é mesmo um desafio novo
todos os dias. E essa é a vida que eu quero ter.
*Estudante da
disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação, UnB, 2.
Semestre/2015.



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