Tangente

Por Robson Vinícius G. Rodrigues*


Foto: arquivo pessoal
Com o fim do ensino fundamental, começo a me preocupar com a profissão que tomarei e, consequentemente, com o curso universitário a seguir. Era 2009 e estava na oitava série, sem saber muito bem como atingi esse ponto sem ter aprendido tanta coisa assim. Por um breve período de tempo, almejo Arquitetura e Urbanismo, mas logo descarto, pois, afinal, exige conhecimentos matemáticos que eu não possuía – e nem estava muito a fim de um dia ter. Áreas que  tangenciassem contas eram descartadas.
Um interesse súbito pela matemática me é despertado no ano seguinte graças à didática da Simone, professora de matemática do ensino médio na escola onde eu estudava. Nos anos seguintes, tenho certeza de que entraria na área de exatas, mas o interesse pelas demais áreas do conhecimento não diminuíram. Estatística, por tangenciar essas outras áreas do conhecimento, é minha opção. Com a estatística, poderia realizar e analisar pesquisas que envolvessem desde a economia até o cinema.
Em 2013, enfim ingressei na UnB, encanto-me pela universidade, mas não pela Estatística. A matemática exigida, apesar de bem mais complicada do que eu esperava, não é o problema. A estatística me atingiu com outra barreira – a programação de software. O tempo desgastou minha persistência de avançar no curso. O cume do desgaste se dá em 2015, quando decido mudar de curso. Com a ressalva, é claro, de não entrar em qualquer outro curso que tangenciasse a programação de software.
Decido pelo Jornalismo. Com o jornalismo poderia escrever matérias e cobrir áreas que envolvessem desde a economia  até o cinema. Saí de um dos cursos mais bem remunerados e fui parar em um dos menos valorizados, mas a possibilidade de ser multidisciplinar permanece. Com o jornalismo, posso, enfim, tangenciar as áreas das quais tanto gosto – inclusive a estatística.


*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação, UnB, 2º semestre/2015.

Postar um comentário