Sem perceber, descobri muito cedo aquilo que queria ser

  Por Vivien Doherty Luduvice *

 Foto: Deborah Doherty
            Os produtores tinham uma pauta, uma matéria sobre o “festival de cinema infantil” para o caderno das crianças de domingo, os jornalistas uma ideia, as crianças iriam escrever o conteúdo da reportagem, uma professora tinha alguns contatos e queria despertar o prazer da escrita em seus alunos. Dessa forma, uma garota de doze anos ganhou uma oportunidade,e assim foi, cheguei cedo, andei muito, perguntei mais ainda, escutei atenciosamente, falei o necessário, escrevi com rapidez, permaneci alerta, suei, cheguei a minha casa, passei anotações a limpo, reescrevi o texto, entreguei para a professora, ela o enviou e ele foi publicado na semana seguinte no Correio Braziliense.
            Em um dia como jornalista mirim, para um projeto pequeno da escola eu pude tirar algumas lições, como, por exemplo, o cansaço de uma pauta, o desgaste para colher informações e o nervosismo do prazo. Logo, não demorei a perceber que não era uma vida fácil, sim, e quem quer escrever em jornais precisa ser dinâmico e, claro,me apaixonei instantaneamente. Não há como não registrar que, mais adiante, cogitei mudar o caminho, mas o desafio quase que diário de sair da zona de conforto e o ideal de chegar até as pessoas vencendo preconceitos e julgamentos me enlaçaram e me fizeram querer viver diariamente aquilo que a garota de doze anos vivenciou por algumas horas. E o tempo ensinou a compreender que experiências acontecem para desvendar os sonhos e ambições, como em seguida realizar os desejos que tenho para vida além dos  aniversários e celebrações de Ano Novo! Certo é que,a oportunidade de retratar de forma real e singular a história de diversas vidas e experiências dos seres humanos no mundo da imprensa é simplesmente apaixonante!


*Estudante da disciplina Introdução ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2º Semestre/2015.

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