O ser jornalista
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Crônica
Por
Pedro
Henrique M. Gomes*
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| Foto: Joalisson Lopes |
Há algum tempo, escolhi ser jornalista
porque queria falar, de esportes, de Drummond, do presidente, da minha cidade,
do meu estado, falar do meu país. Fazer ecoar do leste ao oeste, do norte ao sul,
tudo aquilo que estava em minha cabeça. Queria esvaziar minha cabeça, enchendo
a de milhares de pessoas, eu queria ser ouvido.
Agora na faculdade, vejo o jornalismo mais horizontal,
é preciso se colocar na igualdade com fontes, leitores e colegas. Pois ninguém
é dono da verdade, é necessário baixar a bola e prestar atenção no que acontece
em volta, no carro que passa, no sorriso do presidente, no aperto de mão dos
ministros, na reação do preso, no gemido do doente, na desculpa do segurança e
até mesmo no grito de gol da torcida.
Criou-se em mim uma consciência do quanto é
importante prestar atenção nas coisas, observar, reparar e ser astuto. Aprendi
que antes de falar é preciso ouvir, e muito.
*Estudante da disciplina Introdução
ao Jornalismo, Faculdade de Comunicação da UnB, 2º Semestre/2015.



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